sexta-feira, 29 de abril de 2011

Indecisão

Ela quer tudo e não quer nada, na verdade, ela não quer nada. Essa sensação estranha que domina seus pensamentos durante o dia (e a noite) passaria despercebida se tu estivesse aqui. Como é complicado identificar sentimentos, a intensidade com que eles se misturam e te deixam confusa. Como é difícil ser nós. Não sabe se gosta, se odeia, ou simplesmente se sente confortável ao lado dele. Não se acostumou com essa turbulência de pensamentos, sentimentos e crises na sua cabeça. Não amadureceu.

Faz tempo que isso ta acontece, mas como sempre, achou que ia ser passageiro, que podia empilhar tudo em um canto qualquer.

Não é assim que as coisas funcionam, tu sabe.

Tem que dar um jeito nessa vida, porque o tempo passa e não espera ninguém decidir o que fazer.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Por um segundo acho que tenho o mundo em minhas mãos, acho que posso tudo, acho que sou tua. Mas logo acordo desse sonho, dessa vontade doentia de te ter perto de mim.

Nem tudo é como a gente quer, então me arrumo de manhã e começo a minha vida. Já pensou que posso te encontrar, nessa manhã nublada e sem cor? Não sei o que faria. Na verdade, não sei o que falaria quiçá fazer alguma coisa.

Pronto. Agora fico pensando nos encontros e desencontros que a vida reserva pra nós. Vida. Será? Talvez nós mesmos guardemos isso pra gente.

Desvio o pensamento. Volto a te querer aqui, de novo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ela nunca soube o que fazer da vida. Na verdade, ainda não sabe. Não sabe o que fazer, não sabe o que pensar, não sabe como agir. São muitos momentos, muitas palavras, muitas ações. Isso a constrange. Constrange pelo fato de não saber o que fazer.

É muita coisa, pra pouca maturidade. Não, maturidade não. Responsabilidade.

Ela sempre deixou tudo pra última hora, sempre pedindo pra outras pessoas fazerem por ela e, quando ela mesma faz, acaba deixando tudo pela metade.

Isso a irrita. Esse lance de começar e não terminar. Na prática nada é tão fácil como parece.

Ela precisa de amor. Mas um amor de verdade, não aquele de histórias. Um amor que a faça se sentir bem, amada. Um amor que a faça ser ela mesma, que a aceite assim.

Ela só quer ser feliz.

Tá tudo tão distante. Uma saudade repentina. Não sei de quem e não sei desde quando.
Tá tudo igual.
Conversas jogadas fora, junto com a nossa intimidade. Hoje, só o que falamos é ‘olá’ e ‘adeus’. Tudo tão perto.
Queria que voltasse aquela estranha emoção ao te ver, aquela angustia por não te ter e aquele frio na barriga ao te desejar todo dia.
Tudo muito diferente. Queria te dizer o quanto eu sinto tua falta, o quanto a tua presença me fortalece, o quanto o teu abraço me alegra, mas já não temos mais aquela intimidade. Ela foi jogada fora junto com as nossas conversas, lembra? Não, tu não lembra. E eu não esqueci.
Todas as palavras ditas naquela noite, todos os gestos demonstrados por ti, toda a tua jogada.
Eu caí.
Sim, eu admito. Caí na tua lábia, mas me levantei. Levantei porque eu já sabia como jogar. Aprendi com esse teu jeito, com as tuas palavras.
Aquela noite. Tudo fazia sentido quando tu me abraçava e falava o mesmo que fala pra todas as outras. E mais uma vez eu caí.
Eu só queria dizer o quanto me fazia feliz estar contigo, mas pensar em tudo isso me fez desistir. Não, não pense que foram os momentos que me fizeram desabar, pelo contrário, foi tu. Tu me fez desistir por fazer destes momentos só mais alguns na tua vida, enquanto na minha foram momentos únicos.