domingo, 9 de dezembro de 2012
Eu me perco, me acho, me monto e desmonto. Meu mundo é o meu lugar. Onde posso sentir, olhar, sorrir e chorar - a hora que eu quiser. Onde eu posso ser só minha e não ser de ninguém. Onde eu posso me reinventar, ser um super-heroi ou simplesmente... Nada. Onde guardo todo o rancor e amor e carência e afeto e solidão (não que eu seja sozinha, pelo contrário; solidão é estar no meio da multidão e sentir-se só). É onde tenho os pensamentos mais íntimos e os guardo a sete chaves. É onde uso e abuso de tudo que sinto. Meu mundo, minha vida, meus segredos, eu.
domingo, 11 de novembro de 2012
A recíproca é verdadeira.
A cada dia que passa eu aprendo coisas novas. Nada como cozinhar, cálculos matématicos ou datas de guerras que estudamos em história; mas formas de demonstrar o que sinto, como lidar com situações e contigo. Tem gente que subtrai, tem gente que some e tem tu, que só me somou até agora. Aquele velho clichê onde os opostos se atraem misturado com o conto de fadas da reciprocidade. A troca mútua que existe entre nós, que só nós sabemos. Se antes, pra mim, gostar de alguém era repugnante, já não é mais. Relutante, entrei no jogo. O problema é que eu gostei. Pacientemente tu soube jogar e... xeque-mate! Ganhou o jogo e me ganhou. Logo eu, aquela peça mais forte do tabuleiro.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Não tem mais jeito
Se até a lua precisa do sol, por que eu não precisaria de você? É, morena, você me conquistou. Tuas palavras tem um quê aveludado que me prendem a cada dia que passa. Tua calmaria me cativa, teu bom humor me desperta e teu corpo simetricamente desenhado me alucina, mas o conjunto da obra é que me ganhou por inteiro. Seria você até embaixo d'água. Lembro, todo dia, como é bom acordar ao teu lado. Teu silêncio fala tantas coisas que dá a certeza de que o meu cupido, finalmente, acertou (será que eu estou ficando louco?). Não tem mais jeito. Dessa vez, vou fazer valer a pena. E se não estiver bom a gente reinventa. Deixa comigo, morena, porque comigo você nunca vai enjoar.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
É...
A gente se perdeu. É, a gente. Não foi só você, ou só eu. Foi a gente. Tá sendo bom, sabe? Tô aprendendo a enxergar novos horizontes e deixar o que passou, passado. Orgulho? Não. Não da minha parte. Sei o que fiz e sei que estou certa. Mas você sempre acha que tem razão, né?! Se quer saber, nem sei o porquê dessa situação. Você simplesmente disse que iria embora e foi. Sem "tchau, te cuida", sem nada. Ta tudo bem com você? Sei lá, sabe? Vai que esteja arrependido e ache que eu não quero mais olhar na sua cara. Bem... Eu não quero, mas quando a gente gosta, aceita. Aceita, desculpa, pega a culpa para si. Acho que não está arrependido, não. Anda saindo bastante, com diversos amigos e amigas... Uau! Quem diria! Que superação rápida essa. Da gente. Da nossa história. Você sempre foi o sentimental da relação e agora esta aí, saindo com várias mulheres, bebendo como se não houvesse... uma 1ª pessoa no plural. Ah, esqueci que você é muito bom em contas e péssimo em português. "Nós", foi o que eu quis dizer. Não me arrependo de não ter segurado a tua mão quando partiu. Não posso querer dar um nó num laço que já esta se desfazendo. Se você quisesse ficar, não pensaria em sair. Se dei motivos pra isso, não sei. Agora tanto faz. Só queria saber quem você vai chamar quando tudo estiver errado, pois você está aí e eu aqui. É, a gente se perdeu.
domingo, 16 de setembro de 2012
As minhas mãos tremem. Meu sentimento de decepção comigo mesma e minha angústia são as consequências disso tudo. Não posso jogar a culpa em nada, nem ninguém. Eu quis. Mas foi apenas uma noite. Uma noite que ia voltar depois assim, do nada. Te magoei, mas não foi por mal. Só não sabia como te falar. Todas as vezes que eu falei que não queria te magoar, que não queria que me tivesse como chão, foi, inconscientemente, por isso. Eu não sabia como te falar. Tava indo tão bem que te falar de repente ia ser um choque. Foi por medo. Medo de acabar com a tua felicidade quando estava comigo - medo de te perder. Droga! Eu sempre estrago tudo. SEMPRE. De um jeito ou de outro, sempre vou pro caminho errado. Por que eu não posso fazer as coisas darem certo, sem nenhum desvio, pelo menos uma vez? Claro, sou eu. O dia que eu conseguir vai ser o fim do mundo. Tento tanto fazer as pessoas se sentirem bem e acabo errando. Sem essa história de que quem não erra, não é humano. Todo mundo erra, o problema é errar sempre e com todas as pessoas. Até aquelas que te dão o mundo, se for preciso. Eu só queria não te magoar. Desculpa. Desculpa se quem deveria te segurar foi quem te derrubou.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
This our song.
A nossa música está tocando. Lembrei do dia em que nos pechamos pela cidade, sem querer, e você me abraçou como se nunca mais fosse soltar. Me senti protegida. O mundo parou naquele instante e eu desejei que demorasse mais e mais. Que não acabasse. Seu olhar cruzou com o meu e pude ter certeza de que você estava tão nervoso quanto eu. Você sentiu borboletas no estômago? Eu senti. Senti vontade de cruzar com você a cada esquina que eu dobrasse. Senti vontade de cruzar meu olhar com o teu todos os dias, sem precisar dizer nada, porque eles falariam por si só. Senti vontade de me apaixonar por você agora e depois e depois... Sempre. De parar no tempo e parar você. Te trazer pra mim e não deixar você ir embora de novo. Tive vontade de te tirar do meu pensamento e colocar na realidade, mas a música terminou.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Os opostos não se atraem mais.
Nós tentamos, você sabe. Eu estou diferente, você também. No nosso caso os opostos não se atraem mais. Os caminhos escolhidos já não são os mesmos. Nessa conversão à esquerda eu virei e o amor seguiu, indo de encontro à outro alguém. Não me culpe por isso. Você se perdeu na estrada, e enquanto eu te procurava, me encontrei. Fomos feitos um pro outro, mas existem outros seis bilhões também. Você vai superar, amar alguém melhor que eu, só não busque a mim em outros corpos. Essa história já foi lida, relida... Muda! Não queira reviver uma página mil vezes rasurada. Te perdendo eu cresci tanto que eu não sei se quero mais te encontrar.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Enquanto for suficiente.
Eu estarei aqui, meu bem, quando você acordar assustado após ter um pesadelo, quando você brigar com seus pais, quando você precisar de colo. Depois das brigas você vai se trancar no quarto e jogar video-game, como se eu não existisse. Eu vou rir da sua cara, e depois roubar o controle de você e jogar também. Você vai querer me puxar pelos cabelos quando eu demorar demais pra me arrumar, depois vai ver que valeu a pena e me dará um beijo na testa, dizendo "Você está linda!". Vamos acordar no domingo, almoçar uma comida congelada de mercado - desculpa, mamãe não me ensinou a cozinhar - e depois caminhar no parque. Essa vida de congelados nos rendeu uma barriguinha, meu bem. Você vai brigar por eu não ter aguentado todo o percurso e vamos ter que voltar pra casa. Vai me ignorar na hora do futebol e, por birra, vou te ignorar na hora da novela. Entre brigas, amor e implicância, seremos só. Pra sempre. Enquanto o pra sempre for o suficiente pra nós dois.
domingo, 8 de julho de 2012
Fluxo inverso.
Às vezes, você se sente um peixinho fora d'água. Aquele que está nadando contra o fluxo e ninguém se importa. Ninguém vê. Quando se sai dos padrões é fácil ser criticado, estranho mesmo é passar invisível. Acontece. Tem dias que os peixões passam por cima do peixinho que vai contra a maré, e não estão nem aí. Seriam tubarões, então?! Não, não... Tubarões o comeriam. Caça e caçadador. Um dia você está na busca e, de repente, você está fugindo. E o cardume do peixinho rebelde? Ah, sim. O primeiro a ir embora, sem ao menos dar adeus. Pobre peixinho. Decepção de sua vida foi confiar em quem disse que estaria a vida inteira ao seu lado. O que ele aprendeu? Bom... Aprendeu que, se quer fazer qualquer coisa, não pode depender de ninguém. Ele estava sozinho nessa.
domingo, 18 de março de 2012
Acaso.
Entre uma palavra e outra, olhares eram trocados, fiéis e seguros de suas intenções – até mesmo das segundas. Conversa vai, conversa vem, e nada mais parece incomodá-los, nem o fato de estarem cara a cara. Esse encontro mostrou a eles que o tempo não mudou nada, só guardou tudo numa caixinha e jogou em alto-mar. Tudo permaneceu ali, nadando, sem se deixar afundar. Ela mais segura, mais mulher. Ele mais homem, mais ele. O dia chuvoso não era problema para eles, pelo contrário, sentiram-se confortáveis assim. Quem diria: Os dois, novamente. Entre tantos caminhos diferentes na cidade, por que escolheram o mesmo? Os sorrisos em seus rostos só confirmam que tudo fora recíproco naquele momento, a emoção de se reencontrarem. No fundo, sabiam que não era coincidência. Pouco importou os detalhes e a hora e as pessoas que ali passavam, o importante eram os dois, o momento e as gotas que caíam e molhavam suas faces. Ambos lembraram que não poderiam se atrasar em compromissos e, infelizmente, tiveram que seguir caminhando rumo a seus destinos. Com o mesmo sorriso de quando se encontraram, se despediram. E seguiram indescritivelmente felizes. Aquele dia ficará na lembrança dos dois.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Ao contrário
O meu problema não é físico, tampouco psicológico, é... sentimental. O meu único problema, na verdade, é mulher. Uma, duas, três. Quem sabe até quatro. Quem lê pensa que sou um fracassado nesse mundo de amor, mas é ao contrário. Gosto de uma, penso em outra e, quando acho que finalmente estou livre, acontece tudo junto; e de novo. É como um ciclo.
Problema para os outros, talvez pra mim. Não, não pensem que engano as mulheres desse jeito, eu acabo é me enganando mesmo. Queria que fosse algo carnal, sinceramente. Aquela coisa de sair com uma hoje, ter um encontro amanhã e já marcar outro para a semana que vem. Ter um cardápio repleto delas, que tal?! (não!). Envolve muito mais que só corpo e atração, envolve sentimento.
Me sinto um grande canalha. E você também acha que sou, aposto. Mas não é culpa minha se elas se aproveitam de tanto charme. Legítimo canalha, colocando a culpa nelas, tão mais homens que eu mesmo! Não sei me controlar, é isso. Quando me dou conta, já estou envolvido com uma e depois outra e depois mais outra. Todas, ao mesmo tempo.
É como se fosse impossível não querer conquistá-las, mostrar que eu posso tê-las sem o envolvimento físico, apenas o sentimental. Sou um caso raro. Que homem é capaz de conquistar uma mulher se a intenção não é levá-la para cama? Aqueles que querem uma namorada. Ora, vamos. Vocês me entenderam! No fundo, no fundo, todos nós sabemos quais são as segundas (terceiras, quartas...) intenções de uns convites para sair.
O problema não são elas, sou eu. É falta de auto confiança: Quero fazer com que gostem de mim, deixá-las comer na minha mão e... E? E que não tem "e", não faço mais nada depois. Já sei qual é o meu problema: Sou um grande canalha. Um canalha do avesso, o que é ainda pior.
PS: Ainda vou desvendar o segredo da mente masculina.
Problema para os outros, talvez pra mim. Não, não pensem que engano as mulheres desse jeito, eu acabo é me enganando mesmo. Queria que fosse algo carnal, sinceramente. Aquela coisa de sair com uma hoje, ter um encontro amanhã e já marcar outro para a semana que vem. Ter um cardápio repleto delas, que tal?! (não!). Envolve muito mais que só corpo e atração, envolve sentimento.
Me sinto um grande canalha. E você também acha que sou, aposto. Mas não é culpa minha se elas se aproveitam de tanto charme. Legítimo canalha, colocando a culpa nelas, tão mais homens que eu mesmo! Não sei me controlar, é isso. Quando me dou conta, já estou envolvido com uma e depois outra e depois mais outra. Todas, ao mesmo tempo.
É como se fosse impossível não querer conquistá-las, mostrar que eu posso tê-las sem o envolvimento físico, apenas o sentimental. Sou um caso raro. Que homem é capaz de conquistar uma mulher se a intenção não é levá-la para cama? Aqueles que querem uma namorada. Ora, vamos. Vocês me entenderam! No fundo, no fundo, todos nós sabemos quais são as segundas (terceiras, quartas...) intenções de uns convites para sair.
O problema não são elas, sou eu. É falta de auto confiança: Quero fazer com que gostem de mim, deixá-las comer na minha mão e... E? E que não tem "e", não faço mais nada depois. Já sei qual é o meu problema: Sou um grande canalha. Um canalha do avesso, o que é ainda pior.
PS: Ainda vou desvendar o segredo da mente masculina.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Quase tudo.
Vivemos num mundo onde o "quase" é considerado fato, o acontecido. Quase fui lá, quase falei, quase chegamos perto de acontecer. Digo isso por experiência e "pensar demais faz a gente desistir". Sim! Quanto mais pensamos, mais empacamos nesse maldito quase. O problema está aí, juntando o inútil ao desagradável: O futuro do pretérito e o quase. Eu iria, eu falaria, eu amaria, se não fosse quase. Tudo aconteceria se eu não pensasse demais. Tudo acharia seu devido lugar. Quase já não gosto mais, quase já não faz mais diferença, quase esqueci, quase aconteceu um auto boicote. Tentei me enganar com essas falsas afirmações que, na verdade, não afirmam nada, mas quase. O quase não é concreto, é uma verdadeira ilusão. Uma quase verdade. Sou uma quase nova pessoa, quase mudada, totalmente cansada desse "quase". Sou um quase tudo desse nada. Sou exatamente o nada desse tudo que restou. Eu poderia... bem, eu não poderia quase nada. Quase parei de falar quase, então pensei que eu poderia, sim, quase tudo.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Carta sem remetente
Resolvi escrever.
Ainda lembra de mim? Faça um esforço, eu sei que você consegue. Queria saber se está tudo bem, se sente saudades, se decidiu dar um novo rumo à sua vida; aquela onde eu ainda existia. Deixo claro que não existe rancor, apenas um espaço vazio em busca do seu preenchimento. Nesse momento você deve estar pensando no quão bobo esse vazio é, por achar que ainda pode ser preenchido por ti. Minha alma transborda, minhas lágrimas caem como um silêncio ensurdecedor. Não quero dizer mais do que devo, nem menos do que quero, só quero que entenda. Foi falta de auto confiança, excesso de orgulho talvez. Quem sabe você me deu confiança demais? Agora tanto faz, passou. Passou porque nada é pra sempre. Todo fim é só um recomeço e agora é hora de seguir em frente; cada um para o seu lado, sem riscos de reencontros. Vai passar e eu vou ficar bem. Sinto sua falta.
Alguém.
Ainda lembra de mim? Faça um esforço, eu sei que você consegue. Queria saber se está tudo bem, se sente saudades, se decidiu dar um novo rumo à sua vida; aquela onde eu ainda existia. Deixo claro que não existe rancor, apenas um espaço vazio em busca do seu preenchimento. Nesse momento você deve estar pensando no quão bobo esse vazio é, por achar que ainda pode ser preenchido por ti. Minha alma transborda, minhas lágrimas caem como um silêncio ensurdecedor. Não quero dizer mais do que devo, nem menos do que quero, só quero que entenda. Foi falta de auto confiança, excesso de orgulho talvez. Quem sabe você me deu confiança demais? Agora tanto faz, passou. Passou porque nada é pra sempre. Todo fim é só um recomeço e agora é hora de seguir em frente; cada um para o seu lado, sem riscos de reencontros. Vai passar e eu vou ficar bem. Sinto sua falta.
Alguém.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A perda.
Às vezes te esqueço só para ter o prazer de lembrar. Sim, eu acredito que um dia vamos nos encontrar e recuperar o tempo que perdemos. Fingir, ignorar, não ter, ter que aceitar. Eu sei que vai passar, você sabe; finge não saber. Você não quer acreditar, eu tento te mostrar; Ignora o seu querer. Temos tempo, ainda temos sentimentos; Não tenho você. Lembro que ainda existe chance, que ainda tem romance, mas tenho que aceitar: Eu perdi de novo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Reinventar.
Lá vem você jogando charme, mordendo o lábio, provocante. Isso tudo é pra mostrar o que eu ainda posso conquistar? Ou é pra mostrar o que eu estou perdendo?
Pouco a pouco, esse quebra cabeça começa a fazer sentido. A rua sem saída ganha um novo caminho. O desenho preto e branco começa a ter cor e vida. Essas palavras embaralhadas são só pra confundir, no fundo você já sabe o que eu quero te dizer. Pouco a pouco, as páginas em branco vão ganhando linhas, entrelinhas, histórias mal contadas. A página que você insiste em virar eu já rasguei. Não quero uma história repetida, frases soltas e sem sentido. Quero reescrever uma história onde os personagens principais sejam apenas você e eu. E o coadjuvante, um tal de fim, sairia de cena no primeiro parágrafo. Você recusaria o convite para inventar o caminho que seguiriamos daqui em diante? Recusaria o convite de ser apenas meu? Me recusaria?
Pouco a pouco, esse quebra cabeça começa a fazer sentido. A rua sem saída ganha um novo caminho. O desenho preto e branco começa a ter cor e vida. Essas palavras embaralhadas são só pra confundir, no fundo você já sabe o que eu quero te dizer. Pouco a pouco, as páginas em branco vão ganhando linhas, entrelinhas, histórias mal contadas. A página que você insiste em virar eu já rasguei. Não quero uma história repetida, frases soltas e sem sentido. Quero reescrever uma história onde os personagens principais sejam apenas você e eu. E o coadjuvante, um tal de fim, sairia de cena no primeiro parágrafo. Você recusaria o convite para inventar o caminho que seguiriamos daqui em diante? Recusaria o convite de ser apenas meu? Me recusaria?
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Bons dias.
Desculpa por eu gostar de ti. Droga! Me sinto tão vulnerável assim. Desculpa se eu sempre fui a errada, se eu te magoei, se eu pensei demais em ti. Se eu errei foi na tentativa de não errar, se eu te decepcionei, também. Desculpa por ter me apegado à ti tão rápido, é que naquele momento tu me pareceu tão certo. Desculpa se, nos meus momentos de raiva, eu desejei não ter te conhecido, por todas as vezes em que odiei suas amigas. Se eu quero sempre um abraço seu pra me confortar, se não sei te dizer isso. Desculpa pelas vezes em que sonhei contigo, confesso que não queria ter acordado. Desculpa se eu te fiz gostar de mim, não tive a intenção. Desculpa se não sei lidar com tudo isso, se não sei lidar com as palavras e dizer "Deixa de ser bobo, eu gosto de ti sim! É difícil notar?". Desculpa por você ser tão idiota e não perceber que é tudo falta de jeito. O meu jeito jeito de gostar de ti.
sábado, 28 de janeiro de 2012
PS:
Nos meus olhos já não há mais aquele brilho de otimismo. Cansei, sabe? Resolvi procurar um novo rumo pra minha vida, um novo caminho que não cruze com o teu. Perdi tanto tempo atrás de uma resposta que já havia esquecido da pergunta. Quando me encontrar, não ache que eu estou com um sorriso bobo no rosto por te ver. É pelo fato de eu ter conseguido te superar. Ironia, não? Finalmente consegui. Logo agora que resolveu assumir que gosta de mim. Tarde demais. Esperei por muito tempo, pacientemente, aguentei tua indecisão, teus medos, tua insegurança e até a tua falta de sentimento, mas cansei. Já diria aquela música que tu tanto gosta "pois quando me quiser eu não estarei aqui", bem, esse momento chegou. Só quero que seja feliz e encontre outro alguém para fazer de idiota, pois esse acaba de dizer adeus.
De quem sempre esteve ao teu lado e tu nunca notou, Teu Idiota.
PS: I miss you.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Fuga da realidade.
Nós perdemos coisas todos os dias, muitas delas não nos damos conta, por ser algo que, no momento, não tem tanto valor. Perdemos objetos, perdemos tempo, perdemos palavras, sentimentos, perdemos pessoas. Por que diabos é tão difícil lidar com a perda? No primeiro instante é "Ah, acontece. Tem coisas que vão para dar lugar à outras.", mas não é assim que funciona. Porra, não é fácil conquistar para, então, perdê-la. Assim, do nada. Fica aquele sentimento de culpa, aquelas palavras que te deixam tonta de tanto perambularem pela tua cabeça, aquele último adeus não dito. Se você soubesse o quanto dói te perder aos poucos. Se é pra ir, vá logo. Não me deixa nessa angústia de querer fazer alguma coisa e não conseguir. É tão fácil falar quando não é você que sente. Preciso me desprender, deixar de lado esse medo idiota de te perder. Vai acontecer uma hora ou outra. Acontece, é a vida. Tem coisas que vão para dar lugar à outras, não é mesmo? Me dê um drink com menos realidade, garçom. Esqueça. Preciso de um com insanidade pra conseguir fugir de tudo isso.
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