domingo, 18 de setembro de 2011

Ela era...

Ela sempre foi ingenua demais para separar as pessoas em boas e ruins. E muitas vezes quebrava a cara por causa disso. A solidão invade seu quarto e permanece lá pelo resto do dia. Quando ela sai leva-a consigo, e acaba por contar sua vida pra primeira pessoa que para ao lado dela. Na parada do ônibus, na fila da padaria...
Tudo que ela precisava, e queria, era de alguém ocupando sua cabeça, sabe? Aquela pessoa em que ela podia realmente confiar, que não estava ali só por estar. Alguém pra abraçar, conversar... Alguém por quem se apaixonasse todo o dia, que fazia questão de conquistá-la.
Essa vida de falsos sorrisos e rostos não era pra ela. Já estava cansada de ver todo mundo fingir o que não é, fingindo estar tudo bem, sendo amigo de todos.
Ela sempre foi ingenua demais para encarar o mundo como todo o resto. Os outros pareciam ser tão pessimistas, quando o mundo dela era otimista demais.