quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Carta sem remetente

Resolvi escrever.
Ainda lembra de mim? Faça um esforço, eu sei que você consegue. Queria saber se está tudo bem, se sente saudades, se decidiu dar um novo rumo à sua vida; aquela onde eu ainda existia. Deixo claro que não existe rancor, apenas um espaço vazio em busca do seu preenchimento. Nesse momento você deve estar pensando no quão bobo esse vazio é, por achar que ainda pode ser preenchido por ti. Minha alma transborda, minhas lágrimas caem como um silêncio ensurdecedor. Não quero dizer mais do que devo, nem menos do que quero, só quero que entenda. Foi falta de auto confiança, excesso de orgulho talvez. Quem sabe você me deu confiança demais? Agora tanto faz, passou. Passou porque nada é pra sempre. Todo fim é só um recomeço e agora é hora de seguir em frente; cada um para o seu lado, sem riscos de reencontros. Vai passar e eu vou ficar bem. Sinto sua falta.



Alguém.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A perda.

Às vezes te esqueço só para ter o prazer de lembrar. Sim, eu acredito que um dia vamos nos encontrar e recuperar o tempo que perdemos. Fingir, ignorar, não ter, ter que aceitar. Eu sei que vai passar, você sabe; finge não saber. Você não quer acreditar, eu tento te mostrar; Ignora o seu querer. Temos tempo, ainda temos sentimentos; Não tenho você. Lembro que ainda existe chance, que ainda tem romance, mas tenho que aceitar: Eu perdi de novo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Reinventar.

Lá vem você jogando charme, mordendo o lábio, provocante. Isso tudo é pra mostrar o que eu ainda posso conquistar? Ou é pra mostrar o que eu estou perdendo?
Pouco a pouco, esse quebra cabeça começa a fazer sentido. A rua sem saída ganha um novo caminho. O desenho preto e branco começa a ter cor e vida. Essas palavras embaralhadas são só pra confundir, no fundo você já sabe o que eu quero te dizer. Pouco a pouco, as páginas em branco vão ganhando linhas, entrelinhas, histórias mal contadas. A página que você insiste em virar eu já rasguei. Não quero uma história repetida, frases soltas e sem sentido. Quero reescrever uma história onde os personagens principais sejam apenas você e eu. E o coadjuvante, um tal de fim, sairia de cena no primeiro parágrafo. Você recusaria o convite para inventar o caminho que seguiriamos daqui em diante? Recusaria o convite de ser apenas meu? Me recusaria?