terça-feira, 24 de julho de 2012
Enquanto for suficiente.
Eu estarei aqui, meu bem, quando você acordar assustado após ter um pesadelo, quando você brigar com seus pais, quando você precisar de colo. Depois das brigas você vai se trancar no quarto e jogar video-game, como se eu não existisse. Eu vou rir da sua cara, e depois roubar o controle de você e jogar também. Você vai querer me puxar pelos cabelos quando eu demorar demais pra me arrumar, depois vai ver que valeu a pena e me dará um beijo na testa, dizendo "Você está linda!". Vamos acordar no domingo, almoçar uma comida congelada de mercado - desculpa, mamãe não me ensinou a cozinhar - e depois caminhar no parque. Essa vida de congelados nos rendeu uma barriguinha, meu bem. Você vai brigar por eu não ter aguentado todo o percurso e vamos ter que voltar pra casa. Vai me ignorar na hora do futebol e, por birra, vou te ignorar na hora da novela. Entre brigas, amor e implicância, seremos só. Pra sempre. Enquanto o pra sempre for o suficiente pra nós dois.
domingo, 8 de julho de 2012
Fluxo inverso.
Às vezes, você se sente um peixinho fora d'água. Aquele que está nadando contra o fluxo e ninguém se importa. Ninguém vê. Quando se sai dos padrões é fácil ser criticado, estranho mesmo é passar invisível. Acontece. Tem dias que os peixões passam por cima do peixinho que vai contra a maré, e não estão nem aí. Seriam tubarões, então?! Não, não... Tubarões o comeriam. Caça e caçadador. Um dia você está na busca e, de repente, você está fugindo. E o cardume do peixinho rebelde? Ah, sim. O primeiro a ir embora, sem ao menos dar adeus. Pobre peixinho. Decepção de sua vida foi confiar em quem disse que estaria a vida inteira ao seu lado. O que ele aprendeu? Bom... Aprendeu que, se quer fazer qualquer coisa, não pode depender de ninguém. Ele estava sozinho nessa.
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